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"Hi Sheldon! Hi. Hi. Hi." Bem, me chamo Matheus Carneiro, 18 anos, graduando em Psicologia. Sou da Bahia e atualmente continuo vivendo na Bahia. Acredito que cada um possui uma maneira diferente de observar os detalhes. Eu não tenho tanto interesse em grandes mercadorias e nem nos seus preços. Comecei a escrever em 2012 com meu blog pessoal Quatro Fragmentos - vocês podem encontrar meus textos lá - E hoje, resolvi começar esse blog com alguns amigos até que meu livro esteja pronto algum dia desses. Vou contar um segredo: prefiro as quantidades. Qualidades? Vou resumir e falar menos. Frio, boa música, chá e livros. Até mais! Ah não? Então vou tentar fazer as coisas menos idiotas e com mais gorduras.
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4 de março de 2013




Sem muita fala, quero começar um projeto novo com vocês. Tenho começado a escrever um conto não muito longo, ou não muito breve. Vou compartilhar os capítulos dele com vocês cada semana. Ainda não cheguei a conclusão de quantos serão ou a forma que isso vai tomar. Enfim, apreciem um bom frio e um café não gelado.

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Ausência e Caos – Parte I

Talvez eu deva tentar outra hora com um amor diferente. Vai ver que o problema sou eu e não ele. Eu te culparia? Não, acho que não. Todo aquele encanto não foi feito pra jogar fora, assim como as ligações de fim de ano. Juro que ainda mantenho aquele costume de sentar-me de frente a lareira e apreciar meu chá sem de nada lembrar. Mentiras!

- Adivinha!

O pelo do Aníbal me acordava mais uma vez naquele domingo gelado. Eram horas de chamego com aquele gato, que no final das contas, estava para ser além disso. Era cedo quando meus olhos tentavam fechar novamente e a gritaria da casa começava. Nada bem para um domingo, eu acho. Eu não me importava, afinal, aqueles lençóis e colchas brancas com travesseiros enormes de penas me causavam uma nova preguiça toda manhã.

- Jessica, o café está na mesa, estou saindo para a casa da sua avó. Cuide de sua irmã, beijos! – Gritou minha mãe batendo a porta com toda a força que tinha.

Na verdade, tudo aquilo era só um reflexo de todo a falta que ele fazia. Eu não duvidaria se caso minha mãe surtasse com todas nós dentro da cozinha. Ela continua firme, mas volta e meia, era visível a falta do sorriso dele na cadeira daquela mesa.

- Alice, acorda! O café está pronto. Vou continuar na cama se precisar de mim! – Eu e minha mania de continuar deitada nos domingos gelados. Sempre que podia, tentava me manter ali, pausada, sem nada pra pensar ou incomodar. O Aníbal continuava deitado nos meus pés enquanto eu abraçava o travesseiro e imaginava uma segunda-feira menos traumática.

Não era encenação quando você perde o homem mais forte da casa. Na verdade, o único. Eu costumava fotografar, e quando podia, pescava. Misturava os gostos e os desgostos. Não tinha nada de anormal na minha vida naquela época, sinceramente, eu já estava enjoada de dias iguais. Era 05 de Novembro de 2005, Detroit, Michigan. Eu tinha que levantar, não suportava mais todo aquele silêncio num quarto só.

(Matheus Carneiro, www.quatrofragmentos.com)



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